"Vamos, Renato, vamos ficar lá junto dos outros" disse Leila abraçada à ele. Os dois foram para a sala, ela senta no sofá, ele senta-se no braço do sofá ao lado dela. Estão todos lá. Avós, primos, tios, mãe... Espera, parece que o pai de Leila não está lá. Estaria ele fugindo do Renato?Estaria ele evitando olhar para o namorado da própria filha? Vergonha? Medo? Não se sabe.
As crianças esperançosas se alegram enquanto rasgam os pacotes coloridos. Os mais velhos abrem sorrisos apenas ao verem a alegria das crianças. Alguns diriam que essa é a magia do natal, outros, que é a alegria que o consumismo passa à sociedade capitalista. Em todo caso, há felicidade naquela sala e é isso que importa.
Próximo da 1 hora da manhã, as crianças já sonolentas começam a ir para casa junto de seus respectivos pais. É agora que chega Fábio. Sua cara está inchada, mas ninguém repara se não Renato que, aliás, está do outro lado da sala.
Sem falar com ninguém, Fábio cruza a sala e vai em direção ao Renato. "Me perdoa. Eu agi errado com você. Espero que possa me perdoar". Renato permanece calado apenas olhando para o rosto do pai de Leila. "Eu entendo..."
"Eu te perdoo sim". Fábio fica surpreso, mas sorri logo em seguida. Ele agradece e se retira da sala em direção ao seu quarto. Cristina vai logo atrás dele se despedindo dos familiares ainda presentes.
"Eu te perdoo sim". Fábio fica surpreso, mas sorri logo em seguida. Ele agradece e se retira da sala em direção ao seu quarto. Cristina vai logo atrás dele se despedindo dos familiares ainda presentes.
Renato fica olhando o chão sorrindo. Leila olha sem entender. "Eu acho que a minha sorte está começando a mudar".
Nenhum comentário:
Postar um comentário