A tensão está no ar, o medo expresso no rosto de Renato fica claro a surpresa. Exitante, a mão trêmula gira devagar a maçaneta de ferro enquanto o suor frio escore entre seus olhos. A porta range. No exato instante em que a porta é aberta, uma jovem de traços magros cai no chão, e se arrastando para longe da porta em direção ao interior do apartamento fétido. "Fecha a porta!!! Por favor, não deixe-o entrar, por favor!!! Não!!! Não!!!"
A garota treme no chão gelado, os olhos castanhos esbugalhados olham fixamente para a porta, o rosto deixa transparecer o medo puro.
Assustado sem saber o que fazer, Pergunta enquanto fecha e tranca a porta. "O que foi? O que aconteceu? Quem você não quer que venha atrás de você?". Estendendo a mão para erguer a moça, abre um sorriso tímido, mas ela parece estar sem forças até para falar.
"E... E... Nã...Q..." A voz parece não conseguir sair da sua boca.
Renato ajuda a levantá-la e coloca-a sentada no sofá de veludo. "Desculpa o ambiente, é que... bem... eu moro sozinho, sabe, não tenho uma visita desde... nunca, entende." Renato diz acanhado, tentando escolher bem as palavras. O olhar fixo da garota aparenta que a alma dela fugiu do corpo no momento do curioso perigo. Renato fica sem jeito, oferece um copo de água se apresentando. "Meu nome é Renato". E espera pela resposta da garota.
Ela nem pisca. Renato e o seu "amigo" começam a ficar preocupados, principalmente pelo fato de que a pele da garota, reparou Renato, está gelada e incrivelmente pálida. "O que eu faço", indagou Renato ao seu companheiro, "Eu não sei o que faço. Você pode fazer alguma coisa?"
"Não sou nenhum curandeiro, médico nem nada disso". - Silêncio - "O que vai fazer?"
O desespero está claramente exposto na face de Renato. Então viram-se para a porta para que possam sair ao menos para chamar um médico.
"Leila" [Sussurro]
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