Esdras, curioso, pede para que o casal fique atrás da árvore ao lado. A única árvore do próxima ao seleiro. Esdras, a passos curtos e lentos, precave-se de qualquer possível ataque. Curiosamente, ele retira, com cautela, uma espada das costas. Uma espada que estava escondida em seu sobretudo marrom. O punho, revestido com uma faixa branca, porém, com manchas de sangue. A guarda da espada tinha a forma de um dragão, o que parecia estar entrelaçando a lâmina, o cunho e as mãos do esgrimista. Com uma pegada firme à arma, Esdras olha fixamente para a escuridão. O suor frígido escorre de sua testa, percorre até sua bochecha e pinga de seu queixo. De repente, um vento gelado sopra vindo de dentro do recinto. Esdras se põe em posição de ataque.
Segundos passam, mas ao olhar a cena, a impressão que tem-se é de que o tempo parou, até a respiração dos jovens se aquietaram.
De repente, um cachorrinho, parece ser um filhote de labrador. Laila se derrete. "Que fofuxo!!". Ela se preparou para sair da proteção da árvore, mas num único movimento rústico de Renato, Leila é impedida. Ela aquieta-se quase que instantaneamente. "Ele sabe o que faz" diz o jovem. "Ele não baixou a guarda. Veja. Espere".
Aos poucos, sem piscar, Esdras se aproxima do labrador, que faz uma carinha de dar dó.
Agora, a centímetros do animal, Esdras suga o ar. Suas narinas se abrem, e antes que pudesse liberar o ar de seus pulmões, um golpe certeiro. Num rápido movimento de braço, o cão é cortado com uma precisão cirúrgica. Ele foi dividido em duas partes iguais. Os intestinos ainda se movem, mesmo após serem esparramados no chão. O sangue jorrado mancha a grama, a espada e a roupa de seu assassino. E uma lágrima cai lentamente até o chão. Era de Leila.
Num berro, Esdras chama seu velho amigo. "Renato! Você ainda anda com o seu isqueiro?". Renato se agita, mexendo nos bolsos a procura do objeto. Acha rapidamente e lança para Esdras. "Toma!"
O homem agarra. Observa o objeto e logo joga no chão. "Não esse isqueiro. Aquele. Você sabe de qual eu estou falando. Depressa!!". Renato entende. Abaixa-se e retira, do solado de seu coturno, um objeto retangular de dourado. Era aquele isqueiro.
"Achei. Tomara que funcione!" e ele lança para Esdras, que pega e se prepara, ainda com a espada em posição de defesa. Pronto para acender, ele dá passos curtos em direção ao seleiro de madeira úmida e sussurra ao vento "E é bom que funcione mesmo".
Num berro, Esdras chama seu velho amigo. "Renato! Você ainda anda com o seu isqueiro?". Renato se agita, mexendo nos bolsos a procura do objeto. Acha rapidamente e lança para Esdras. "Toma!"
O homem agarra. Observa o objeto e logo joga no chão. "Não esse isqueiro. Aquele. Você sabe de qual eu estou falando. Depressa!!". Renato entende. Abaixa-se e retira, do solado de seu coturno, um objeto retangular de dourado. Era aquele isqueiro.
"Achei. Tomara que funcione!" e ele lança para Esdras, que pega e se prepara, ainda com a espada em posição de defesa. Pronto para acender, ele dá passos curtos em direção ao seleiro de madeira úmida e sussurra ao vento "E é bom que funcione mesmo".
A poucos metros da porta entreaberta da construção, Esdras acende o isqueiro, que lança uma pequena labareda. Poucos centímetros, mas com uma luz muito forte. E ele entra. Não passou nem mesmo um segundo lá dentro quando a porta se fechou com força. E o som era como o de um trovão quase abafado.
Como se fosse magia, o céu azul foi tomado por nuvens negras, o assovio agudo do vento toma conta do ambiente. Os cabelos de Renato e de Leila agitam-se. Ele mantém-se imóvel mesmo tendo o seu cabelo relativamente longo na cara, mas ela tenta segurar seu cabelo que cobre-lhe os olhos. "O que...?". Leila não entende o que acontece. Renato percebe a curiosidade da jovem e fala com uma voz calma. "Problemas estão por vir. Acho melhor você subir na árvore, estará mais segura lá".
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