sábado, 19 de janeiro de 2013

39 - De um sonho para um amor

  Aqueles sonhos não foram comuns, isso levou os dois a uma longa conversa, assunto para um dia, uma semana, duas, três... Ao se encontrarem todos os dias, lembravam, apenas ao ver o rosto do outro, daquele momento, daquele sonho vivido. Foi com o passar do tempo que eles foram se aproximando cada vez mais, criando intimidade, aproveitando cada segundo com o outro...
  Bem, leitor, você já deve estar imaginando que rumo estamos indo. Até parece que entramos naquele rumo clichê de todas as histórias de amor. Eles se conhecem, começam a se gostar, conseguem ficar juntos e vivem felizes para esse. Bem, pode parecer loucura o que estou dizendo, mas... Isso aqui é vida real, não nenhum conto de fadas, então pode parar de ficar sonhando com finais felizes. Quer saber, esquece, pode sonhar sim, afinal, nada está decidido ainda. Como eu disse, é vida real, então tudo pode acontecer. Pode ser que eles fiquem juntos, se casem e vivem felizes para sempre? Sim. Do mesmo jeito que o contrário pode acontecer também com a mesma facilidade.
  Posso estar enganado, mas... Você quer que eles fiquem juntos, não quer? Seja sincero, você vai ficar contente e pensar "Ah! Mais uma história de amor que deu certo! Tomara que a minha vida termine assim também: ao lado da pessoa amada". Estou errado? Bem, é possível, não sou Deus para ser onisciente.
  Bem, vamos rever o que acontece na vida real: Mágoa, desinteresse, pecados, distrações, raiva, nervosismo, felicidade, angústia, desejo, amor... Tudo pode e vai acontecer. Tudo mesmo. Mas o final, meus amigos, o final nem mesmo eu sei. O narrador de uma história não sabe. Sim, aconteceu isso. Vamos viver então.

[...]

  Sumiram. Não estão mais aqui. Alguém viu eles? Droga, me distraí um minutinho e os perdi de vista. O-olha, vou procurá-los aqui, e quando encontrá-los, te aviso. Pode ser?
  Tudo bem então. Pode deixar que eu chamo. Chamo mesmo.
  Bem, até logo.

  (O que será que eles estão fazendo? Não podem estar longe. Foi rapidinho que eu fui falar com os leitores e eles PUF! Sumiram. Droga! Da próxima vez, vou pedir para alguém ficar de olho neles. Ou talvez eu possa chamá-los para falar também. Será que posso? Ah!, não estou nem aí. Vou fazer isso mesmo. Assim eles não somem mais. Agora, onde eles se meteram? ...)

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