sábado, 13 de outubro de 2012

25 - Acredite, você não está soziho

  Início de tarde, o colégio de Renato está, aos poucos, se esvaziando, já que as seis aulas já chegaram ao fim. Nisso, após a sala de aula estar completamente vazia, apenas com Renato exatamente como estava quando soou o sinal de fim de aula. E é assim que permanece por alguns segundos, até que então se levanta e começa a juntar seus livros e fichário. Agacha-se para guardar seus pertences e, simultaneamente, conversa com Esdras. De costas para a porta, espera poder se erguer e ir direto para o lado externo do edifício com nenhuma dificuldade ou pessoas obstruindo sua passagem. Não há pressa, uma vez que o ônibus que ele tem que tomar só chega no pondo dele daqui uma hora.
  Nesse momento, caro leitor, vejamos a situação: Renato está sozinho, sem ninguém para ele esperar e nem ninguém para esperá-lo, e o seu único contato é Esdras, alguém que só existe para ele. Não é real, um simples fruto de sua imaginação. Um amigo imaginário talvez? Difícil, uma vez que há apenas reflexões entre os dois, discussões. Nada de amizade, apenas alguém com quem ter debates e diálogos. Amizade não cabe na relação dos dois. Mas enfim, mesmo sem amizade, Esdras aparenta surpresa, mas com alegria por ter alguém que aparece à procura de Renato.
  Sim, eu disse que alguém foi atrás de Renato, alguém procurou aquele que não é procurado. Com parte do corpo escondido por detrás da parede e apoiando as mãos na porta aberta, há alguém que o observa esperando atenção. Não é uma pessoa qualquer, mas sim uma garota, a última pessoa que Renato (e por que não Esdras) estaria esperando.
  Bem, deixarei acontecer, por enquanto sem interrupções por comentários pessoais. Quem seria essa garota?

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