Sentados no sofá, calados. Ela já está com os pés descalços sobre o tapete felpudo, mexendo os dedos para relaxar. O lugar não é muito requintado, é só uma quitinete. Um quarto, uma sala, um banheiro e uma cozinha. Mesmo assim, Renato conseguiu deixar o apartamento espaçoso.
Minutos de silêncio se passavam. Nem mesmo os carros eram percebidos por eles. Leila meche as mãos, aperta os lábios, parece escolher cada palavra cuidadosamente cada palavra que, por ela, poderá ser dito. Ela olha em volta, ele se levanta, vai em direção à cozinha. Após ele ter atravessado a sala, ela fala, como num reflexo. "Você desenha!". Ele apenas vira a cabeça e, com um leve e discreto sorriso, afirma com a cabeça.
Sem sair do lugar, pergunta se ela aceitaria ver os desenhos. Ela se animou, sorriu e agitou a cabeça afirmando de modo exagerado. Renato entra no quarto e, poucos segundos depois, já está de volta com os desenhos. Ele entrega os papéis e vai em direção à cozinha. "Aproveite os desenhos e divirta-se, eu vou fazer um almoço rápido para nós dois".
Todos os desenhos estavam com escritas em cima, como se fossem títulos, legendas, denominações deles. Leila foi vendo e apreciando cada detalhe na ponta do lápis com admiração. Os olhos brilham. E foi passando um por um, demorando para ver, apreciando cada detalhe, cada sutileza no traço. Londres; Gnomos; Ela [detalhe: a palavra "Ela" está escrito de forma mais sofisticada do que as demais]; Venatores; Bruxo; Fada; Esdras; Renato; Elfo; Encontro; Reencontro;
Todos os desenhos estavam com escritas em cima, como se fossem títulos, legendas, denominações deles. Leila foi vendo e apreciando cada detalhe na ponta do lápis com admiração. Os olhos brilham. E foi passando um por um, demorando para ver, apreciando cada detalhe, cada sutileza no traço. Londres; Gnomos; Ela [detalhe: a palavra "Ela" está escrito de forma mais sofisticada do que as demais]; Venatores; Bruxo; Fada; Esdras; Renato; Elfo; Encontro; Reencontro;
Leila fica sem palavras, boquiaberta e admirada com o talento dele. O que mais chamou atenção, foi o desenho cujo estava escrito Ela. Parece que era o desenho mais trabalhado, o que ele teve mais trabalho e prazer ao fazê-lo, uma imagem desenhada não só com os pulsos e dedos, mas com o coração, o coração na ponta do lápis. Porém, apesar de ter três desenhos d'Ela, não havia nenhum que possuía um rosto, no máximo, mostrava um pouco do nariz e da boca, mas nada a mais. Porém, mesmo assim, ela ainda sentia algo, achava que o desenho lembrava ela.
Enquanto isso, na cozinha, Renato preparava o almoço bem lentamente. Estava pensando. Ou melhor, conversando com Esdras.
"Não tem problema ela estar olhando os seus desenhos? Afinal, ela está em alguns deles. você não acha que ela poderia pensar que você a desenhou?"
"Mas essa não é a verdade?"
"Sim, mas não por isso, mas... achava que você preferiria manter isso em segredo por um tempo"
Renato para o que está fazendo e se apoia na pia. Uma respiração profunda veio. Ele pensou, e como pensou. "É, eu também achava...". Ele fecha os olhos e começa a lembrar-se do seu passado.
Enquanto isso, na cozinha, Renato preparava o almoço bem lentamente. Estava pensando. Ou melhor, conversando com Esdras.
"Não tem problema ela estar olhando os seus desenhos? Afinal, ela está em alguns deles. você não acha que ela poderia pensar que você a desenhou?"
"Mas essa não é a verdade?"
"Sim, mas não por isso, mas... achava que você preferiria manter isso em segredo por um tempo"
Renato para o que está fazendo e se apoia na pia. Uma respiração profunda veio. Ele pensou, e como pensou. "É, eu também achava...". Ele fecha os olhos e começa a lembrar-se do seu passado.
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