Leila olha o céu pela janela, o mundo para ela não existe, está apenas ela e seus pensamentos (cujos estão em Renato). Fábio, pai de Leila, percebe que ela está com a cabeça nas nuvens e decide puxar conversa, mas sem sucesso, afinal, ela está distraída demais. Os pensamentos e a atenção dela estão todos nele, naquele garoto, no Renato. "O que será que ele está fazendo agora? Estaria pensando em mim? Será que ele gostou do meu beijo? Talvez ele esteja indo dormir. E ficar pensando em como deve ser ele sem camisa... Deve ser muito lindo dormindo..."
"Então, Leila" Disso Fábio, mexendo no braço dela. "Como você o conheceu?". Ela dá um salto. Por estar viajando pensando no seu amado, Leila se assustou ao ser tocada no braço pelo seu pai.
"Ãnh? O Renato? Ele estuda no mesmo colégio que eu já faz uns... 3 anos. Eu acho. Não tenho certeza. Só que ele sempre foi um garoto mais... reservado".
"Eu reparei isso. Ele não é muito de falar".
"Hoje ele até está melhor. Eu, sinceramente, não sabia como que era a voz dele até uns 3, 4 meses atrás".
Poucos minutos se passaram até que eles chegassem em casa. Leila subiu direto para o quarto. Fábio ficou na sala mesmo, junto de sua esposa, Cristina. "Você sabia que a nossa menina está com um rapaz?"
"Suspeitei. Afinal, ela andou muito distraídas esses dias. Você o viu?"
"Eu o conheci. Muito educado, mas parece que ele é órfão. Perdeu os pais quando era criança ainda. Desde então o tio cuida dele. Eu falei que, se ele precisar, pode contar conosco. Afinal, a nossa filha gosta dele".
"Verdade".
Enquanto Fábio e Cristina conversam na sala, no andar de cima, onde ficam os quartos, está Leila, deitada de barriga pra baixo apenas de calcinha lendo uma carta que ela encontrou na sua bolsa. Não tinha nome, mas ela sabia muito bem quem tivera escrito aquela carta. O sorriso estava presente no seu rosto. A cada palavra que lia, mais ela sorria, mais alegre, mais apaixonada. E quando chegou no fim daquela carta, ela derramou uma lágrima de seu olho e sorriu ainda mais. Deitou-se de costas pra cama e segurou com força com as suas mãos o bilhete sobre seu peito. "Como eu te amo" pensava ela, beijando o papel como se fosse o próprio que o escreveu.
"Talvez eu devesse terminar de me trocar para dormir". Ela se levantou num pulo e apenas pegou uma camiseta rosa de pijama e se deitou, imaginando o que o seu amado estivera pensando, sonhando. "Talvez eu o encontre no meu sonho novamente". Riu e, abraçando um segundo travesseiro, se deitou de lado.
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