sábado, 6 de abril de 2013

50 - Com horário marcado

  É chegado o natal, a véspera de natal. dia 24 de dezembro, Leila está na casa de Renato logo de manhã, decidiram passar o dia assim, juntos.

  A tarde, enquanto almoçam, ela teve uma ideia. "Amor, estive pensando, você vai passar o natal sozinho, certo? Digo, o seu tio não virá?
  "Esse ano não. Complicações no trabalho. Ele vai passar o feriado lá na Alemanha. Não me importo, não será a primeira vez, infelizmente, acho que não será a última também. Estar hoje com você já é ótimo. Por que?"

  "Eu estava pensando agora... Não quer passar lá em casa? Você já vai viajar, poderia passar a noite lá. Acho que não terá problema nenhum. Eu durmo as vezes aqui contigo, não há porque os meus pais recusarem".
  "Nisso você tem razão, mas... sei lá... É uma festa com a sua família, eu serei meio que um intruso. Não?"
  "Você se preocupa demais" ela pega uma garfada de arroz com frango e leva até a boca dele. "Vamos para casa lá pelas 17h, tudo bem?"
  "A casa é sua, serei apenas um mero convidado. O lado bom disso que poderei conhecer toda a sua família". Ele ainda dá um sorriso. No final do almoço, depois de lavarem a louça suja e arrumarem a mesa, foram dormir juntos na cama. É, meus caros leitores, está realmente tudo perfeito na vida dos dois.
  No fim da tarde, faltando pouco mais de dez minutos para as 17h, Renato acorda com a Leila sobre o peito. No momento, não lhe veio à cabeça o compromisso, ele estava muito bem ali deitado com a sua amada. Fechou os olhos por um instante, e foi aí que lhe veio à mente. Ele tenta se levantar sem acordar Leila, mas é impossível, afinal, ela está sobre o peito dele. "Querida, levanta, são dez para as cinco. Não temos que ir?"
  Ela, meio sonolenta, ainda não distingue bem as palavras. "Eu quero ficar aqui contigo, deitado sobre o seu peito nu. Está perfeito".
  "Eu também queria, mas você não marcou com o seus pais? Eu não quero colocá-la em encrenca. Vamos. Ainda temos que tomar banho. Pode ir primeiro, eu vou arrumando as coisas aqui".
  "Seu chato" Ela diz com a cara emburrada, mas rindo. O beija e levanta. "Vê se não fica espionando" diz ela de dentro do banheiro, seguido de uma risada. Renato está de costas para a porta do banheiro, cuja está aberta, arrumando a cama. De repente, vem-lhe sobre a cabeça um sutiã. Ele não se vira, apenas para e olha para a parede. Vem um short nas costas e ele ri. No ombro lhe vem uma calcinha, ele apenas olha de canto de olho e ri, nada mais. Pega toda a roupa jogada e arruma, deixando sobre uma cadeira no canto do quarto. "Vou revidar. Imagina essa minha calça na sua cabeça!". Leila apenas ri enquanto toma banho.
  Alguns minutos depois, Leila sai com uma toalha sobre o corpo e outra enxugando o seu cabelo. Renato estava terminando de separar as roupas. "Divirta-se" disse ela, enquanto passava por trás dele, passando a mão nas costas do jovem. Ele apenas disse "Difícil. Mas, por você, vou tentar" e deu uma piscadinha.
  Ele começa a tirar o cinto, quando Leila, apenas de calcinha o abraça por trás colocando as mãos sobre o peito dele. "Imagina só a gente em um futuro não muito distante... casados... vai ser lindo. Você sabe que eu sonho com esse dia quase todos os dias, não sabe?"
  "Quase todos?"
  "É claro, as vezes eu penso no casamento, as vezes no pedido também".
  "Você sonha alto. Mas, sinceramente, eu já planejei isso. E não, não vou te dizer". Ele solta uma risada. Ela também ri, mas dá uma mordida de leve no ombro dele. Leila o abraça mais forte. "Eu te amo, meu príncipe"
  "Eu também te amo, minha princesa". Os dois estão sorrindo. "Agora eu vou tomar banho, se não vamos nos atrasar mais do que já estamos". Ele solta a calça e apenas se ouve o estalo do metal da fivela no chão.
  Leila dá um apertão na bunda de Renato e diz "Bobo".

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