sábado, 1 de junho de 2013

58 - Quanto mais passa, mais nervoso fica

  Meses se passaram, e graças aos vestibulares e à rotina de terceiro ano de ambos, Renato e Leila quase que não consegues se encontrar para namorar, por muito, uma vez por semana se os dois conseguirem adiantar seus estudos. Porém, uma rotina que não é perdida, mesmo estando distantes, é o "boa noite" diário. Toda noite, Renato liga para Leila por volta das 23h, meia noite às vezes (Aliás, a esse horário, ela já está deitada), trocam carícias verbais típicas de namorados e desejam uma boa noite um para o outro. Isso durou muito tempo.
  Aliás, meu caro leitor, para que não confunda as coisas, eles estudam sim no mesmo colégio, mas foram separados de sala por acaso, mas continuam se vendo antes da aula, no recreio e antes de irem embora. O problema é o namoro em si, afinal, o colégio tem uma regra rígida de namoro no colégio. Porém, como todo adolescente, sempre consegue uma brecha, mas, mesmo assim, o ritmo do nosso casal fora diminuído.
  Voltando para a nossa história, por volta do mês de setembro, as provas dos vestibulares começam, e é agora que a pressão vem sobre os dois. Renato optou pela engenharia mecânica na USP, Leila optou por jornalismo na UnB. Sim, se tudo ocorrer como eles querem, acabam se separando.

  Horas antes da prova dele. Ela acompanha-o até o local da prova e, com um beijo, eles se separam. Leila grita quando ele já está lá dentro. "Estou torcendo por você!". Ele olha para trás, sorri e diz bem baixo "obrigado".
  Ao sair, lá estava ela sentada em um banco na frente do local de prova, toda preocupada com ele. "E então, como foi?". Disse ela caminhando em direção dele. Renato apenas sorri e abraça-a. Leila se sentiu aliviada.
  Certo dia, algumas semanas depois, Leila não atendeu o telefone a noite. Renato pensou que ela estaria dormindo, mas tal ocorrido aconteceu não uma, não duas, mas várias vezes por algumas semanas. Renato não conseguia contato com Leila. Ela não estava indo ao colégio, não atendia o celular e nunca estava em casa. Algo tinha acontecido com ela. Na cabeça de Renato, tudo acontecia, tudo poderia ter acontecido, mas de nada sabia. Restou ele esperar.

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