Quase dois meses depois, em uma das tentativas diárias, porém, sem esperança alguma de ligação para o telefone de Leila, alguém atende. É uma voz feminina e doce, porém, fraca, como se estivesse fazendo muito esforço para conseguir ao menos falar. "Com quem eu falo?" perguntou ele, tentando descobrir a dona da voz fraca e sem vida.
"Sou eu mesma". O coração dele palpitou; Ele, que estava sentado na cama, se levantou num pulo. Não sabia o que falar no momento, as palavras travaram na sua boca, enquanto ela esperava uma reação dele. "Está tudo bem com você? Por que a sua voz está fraca?"
Ela parece exitar um pouco. "A minha voz? Não é nada. Deve ser só um resfriado. Vai passar. Eu to bem sim. E você, querido?".
Ela parece exitar um pouco. "A minha voz? Não é nada. Deve ser só um resfriado. Vai passar. Eu to bem sim. E você, querido?".
"Eu estou bem. Mas estou preocupado com você. Não atendeu as minhas ligações e nem respondeu as minhas mensagens? O que aconteceu?"
"Deve ter sido problema da operadora. Não recebi nenhuma ligação sua nem mensagem. Mas eu confio em você, sei que deve ter ligado todos os dias".
"Entendo... Eu quero te ver... Preciso te ver. Quer que eu vá na sua ou você quer vir na minha? Ou, se preferir, podemos ir ao shopping, ao parque... Onde preferir. Eu só quero te ver, nada mais".
Após essa oferta, um silêncio quase que mortal tomou conta tanto do quarto dele, quanto do telefone. Tanto que mal se ouvia as respirações. O suor frio na sua testa escorria, a boca seca incomodava Renato, mas não tanto quanto aquela tenção. "Sim". Uma voz falou ao telefone. Leila aceitara o convite de Renato que ficou muito feliz com a resposta.
"Tudo bem. Amanhã, 15h no shopping Ibirapuera?". Renato propôs.
"Por mim, tudo bem. Te encontro lá".
"Beijos. Te amo".
"Também te amo, meu amor. Beijos e até amanhã".
Após essa oferta, um silêncio quase que mortal tomou conta tanto do quarto dele, quanto do telefone. Tanto que mal se ouvia as respirações. O suor frio na sua testa escorria, a boca seca incomodava Renato, mas não tanto quanto aquela tenção. "Sim". Uma voz falou ao telefone. Leila aceitara o convite de Renato que ficou muito feliz com a resposta.
"Tudo bem. Amanhã, 15h no shopping Ibirapuera?". Renato propôs.
"Por mim, tudo bem. Te encontro lá".
"Beijos. Te amo".
"Também te amo, meu amor. Beijos e até amanhã".
Nenhum comentário:
Postar um comentário