sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Uma história sem título - Capítulo 12°

  - Vocês demoraram. Aonde foram?
  A mãe de Rebeca perguntou assim que Rebeca e Gustavo entraram. Ela estava junto do marido sentados no sofá esperando pelos dois. Pareciam estar calmos e recuperados do choque que a história de Gus lhes havia causado.
  -Não foi nada. Só fomos dar uma volta. Pegamos algumas roupas do Gus para ele tomar um banho aqui depois.
  Gustavo então pegou as suas coisas e foi para o banheiro. Rebeca ficou conversando com seus pais sobre assuntos aleatórios e que nada tinha de ligação com ele.

  Mais tarde, por volta das 20 horas daquele dia, começaram a bater à porta e tocar a campainha, chamando os nomes de quem estava lá dentro como o da Rebeca, o da sua prima e dos seus pais. Alguns que chegavam mais tarde, e sabiam da presença de outros que haviam no recinto também arriscavam em chamar-lhes, mesmo que quase ninguém fazia esse escarcéu, preferiam o modo básico de tocar a campainha ou dar leves socos na porta.
  A casa estava cheia. Primos e primas que longe moravam estavam bebendo, rindo e se divertindo naquela casa, avôs e avós que há muito não viam seus netos e alguns de seus filhos também estavam lá. Tios, tias rindo e falando as típicas frases "Como você cresceu!", "E as namoradinhas?" para os meninos, sendo que muitos nem sequer pensava nisso, causando-lhes um rosto vermelho e uma vergonha que lhe subia junto do sangue, "E os namoradinhos?" para as meninas, tendo, as mais novas, as mesmas reações que os garotos. Abraços demorados e cheios de saudade (ao menos, era o que se deixavam transparecer) eram distribuídos a todos. As crianças corriam de um lado para o outro, as tias de Rebeca ficavam rindo com um copo de vinho na mão de cada uma delas falando das fofocas do ano todo e lembrando de coisas de 10 anos atrás, as mesmas coisas eram lembradas todos os anos pelas mesmas pessoas para as mesmas pessoas. Os tios riam falando de futebol e brincando como crianças para zoar do time do outro por causa de uma derrota, que tentava ele arranjar uma desculpa. Nenhum escapava.
  Todos estavam se divertindo, como todo natal deveria ser.

  Depois de todos jantarem, comido o pavê ("é pavê ou...." disse um dos tios chatos. Me recuso a repetir tudo), sorvete e outras guloseimas mais também, foram todos para a sala, onde ficava a árvore, um pinheiro de quase dois metros de altura enfeitada de globos, luzes e demais enfeites natalinos. Estava linda para o natal e fora enfeitada por Rebeca, seus pais e sua prima há dois dias atrás.
  Houve presentes para todas as crianças, que ficavam atônitas a cada novo pacote, a cada nova caixa aberta. Os tios, avôs e avós também participaram da troca. Todos riam bastante.
  - Gustavo, venha cá. - Disse Paula, deixando ele surpreso - Esse aqui é nosso. Espero que goste. É pra mostrar que você já é da família. Espero que goste. - Ela sorriu para ele abraçando marido.
  Gustavo pegou a pequena caixa preta com um laço branco no canto da caixa, abriu-a e lá havia um pequeno perfume. Ele não sorriu de imediato, ficou surpreso e sem ação. Olhava imóvel para a caixa e em seguida para os sogros. Sorriu e, por impulso, fora os abraçar.
  - Muito obrigado. Por tudo.
  E riram. Afinal, era natal. Vamos aproveitar.

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