segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Uma história sem título - Capítulo 7°

  Na outra semana, na volta da viajem de Gustavo, tudo estava indo bem. A matéria parecia der sido um sucesso, conheceu pessoas legais, se divertiu e passou um bom tempo na estrada, um dos seus lugares favoritos. Porém, não via a ora de se encontrar novamente com Rebeca, aquela mocinha ruiva que ele aprendeu a amar assim de repente.
  Chegando em casa foi ouvir, como de costume, os recados na secretária eletrônica. Não tinha muitos. Uma do Bruno se tratando dos ensaios, outra da Rebeca sobre a volta dele. Algo como "Que a viajem tenha sido tranquila e muito boa para você. Me liga quando chegar". Gustavo queria ligar, queria mesmo, mas acha que estaria atrapalhando. Não é normal ligar para alguém quase à meia noite. Ele tirou a camisa, pegou o celular e deixou o seu corpo cair sobre a cama. Ficou olhando o nome dela no celular, pensando se liga ou não para ela.
  O dilema se estendia, os ponteiros do relógio giram e nada dele decidir. Pega o controle da televisão, procura alguma programação do seu agrado, mas a sua mente está voando, pensando ainda se deveria ligar ou não. Por um lado, estaria atrapalhando ela, podendo até acordar, sem querer, alguém que não Rebeca. Por outro lado, ela deveria estar preocupada, pois sabia que chegaria hoje e que, se não liguei, algo poderia ter acontecido e ela deveria estar preocupada.
  Ele suspira, passa a mão no rosto, no cabelo e nada de decidir. Por fim, manda uma mensagem. "Você deve estar dormindo. Passei só para avisar que cheguei bem, a viajem foi boa. Longa, mas foi boa. Se você está dormindo e só leu de manhã, bom dia".
  Após enviar a mensagem, Gustavo foi tomar um banho. Poucos minutos depois, após desligar o chuveiro, ele escuta o seu celular tocando. Enrolou-se com a toalha e fora atender.
  - Alô?
  - Oi Gus! É a Rebeca! Não estava dormindo. Tinha acabado de  estudar.
  - Ah sim! Fiquei com medo de te acordar ou acordar a sua prima.
  - Não se preocupe. Como foi lá:? Se divertiu?
  - Ocorreu tudo bem. Fiz a matéria e, provavelmente, amanhã ou depois deve ser impresso. Admito que foi um pouco chato, mas voar nos balões é divertido. Esse é o lado bom de ser jornalista: Conhecemos pessoas interessantes em lugares diferentes fazendo coisas legais. Pegamos um pouco da diversão de cada um.
  - Fico feliz. Eu quero um dia viajar o mundo.
  - Podemos viajar um dia - Inconscientemente, Gustavo notou um livro que havia ganhado há alguns meses. "A Volta ao Mundo em 80 Dias" de Júlio Verne sobre a estante à sua frente. Riu em silêncio devido à coincidência.
  Eles ficaram conversando por um longo tempo. Gustavo colocou uma roupa enquanto falava e se deixou. Quando o relógio marcava alguns minutos antes das duas da manhã, no meio da conversa, Gus chamava por Rebeca. - Está aí ainda? Ou será que você dormiu? - Ele escutava apenas uma respiração leve, lenta e ritmada. - Vejo que dormiu mesmo - Ele sorriu. - Bem, não sei se está ouvindo mesmo, mas boa noite para você, meu anjo. Durma bem. - E desligou.
  Fora adormecer alguns minutos depois com um sorriso no rosto. Estava ele imaginando a jovem adormecida sobre a cama. As mãos pousadas delicadamente sobre a barriga, uma camisola simples que não mostrava nada, nem sequer desperta desejo em homens. Pensou uma imagem que despertara não um desejo pervertido, mas um amor e um desejo de estar jundo daquela jovem moça.
  Pensou então posteriormente que ela poderia estar deitada de lado, como se desejasse um último beijo do dia dado pelo homem que amava, vestindo uma grande camiseta velha de alguma banda que ela goste e um short simples. Mas essa mudança de imagem não diminuiu o seu desejo da presença da garota. Fechou então os olhos e lembrou do seu perfume, do toque de sua mão, da sua voz angelical e do sentimento de segurança e felicidade que sente ao estar jundo dela. Ele sabia, desde então, que estava a amando.

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