Ainda era natal. Gustavo fora puxado por Rebeca para alguns passos da pequena multidão que havia na sala. - Esse daqui é o meu presente para você - Disse ela, entregando um pequeno embrulho. Era um livro. Ele sorriu de orelha a orelha, beijou-a e abraçou-a fortemente.
- Muito obrigado, meu amor. Eu te amo.
- Também te amo.
- Obrigado por tudo.... Tudo mesmo.
Ela sorriu e o beijou.
- Venha - Disse ele -, preciso te dar o seu presente.
- Não precisa, meu bem.
- Preciso.
Ele a puxou até o lado de fora. Rebeca ficava se perguntando "o que poderia ser", mas sem dizer uma única palavra. Ele falou para ela entrar, e sem questionar ela o fez. Saíram por fim com o carro de Gustavo. Ela não fazia ideia do que poderia ser. Rebeca pensava que estava na casa dele, mas o caminho que ele estava tomando era estranho, não tinha ligação nenhuma com o caminho que realmente iria para o apartamento dele. Ela se pôs a pensar do que poderia ser.
Eram já quase uma hora da manhã, e eles ainda estavam no carro. Gustavo estava indo em direção à estrada. "O que será que ele quer na estrada?" pensava ela. "Ele está feliz, aquele sorriso que parece que nada pode tira-lo do rosto. Sua camisa preta é linda. Ele fica muito bem nela. Com o vento da estrada ainda.... E aquele cabelo... Tive muita sorte. Ele é lindo, gentil.... Mas o que será que ele quer aqui na estrada?"
Então, depois de algum tempo pensando no que poderia ser, onde eles estariam indo, onde ele estaria a levando, ele parou o carro num lugar conhecido. Aquele mesmo lugar que foram no começo do ano passado ver as estrelas, o lugar onde ela dormiu no capô daquele mesmo carro. Ela estava feliz por estar naquele lugar especial sob as infinitas estrelas, mas pensativa do que ele poderia querer, poderia ter planejado para aquele momento.
Eles ficaram por algum tempo olhando as estrelas ao lado do carro.
- Eu te amo - Disse ele
- Eu também - Disse ela.
Ela queria perguntar, mas achava melhor ficar quieta e esperar que, no momento certo, ele mostrasse o porquê de eles estarem naquele lugar.
Ele suspirou, colocou a mão dentro do carro, abriu o porta-luvas e pegou uma pequena caixa quadrada e entregou para Rebeca.
- Abra - Disse ele.
Ela o obedeceu e, lentamente, fora abrindo a caixa. Nela havia um acolchoado de panos e lenços que ele havia preparado, e no meio, uma caixinha aberta com um anel de brilhantes.Enquanto ela ficava surpresa e imóvel, ele ajoelhou-se em frente à ela e disse:
- Rebeca Tayllor, você gostaria de ser a minha esposa? Pelo resto da vida para te amar e te proteger? Para te ter em minha vida até que todas essas estrelas se apaguem? Até que o sol perca o seu brilho e a lua nos deixe?
Nenhum comentário:
Postar um comentário