quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Uma história sem título - Capítulo 8°

  Era passado algumas semanas, e o nosso casal mais próximos do que nunca. Um não sabe ainda que o outro o ama.
  Se encontraram, então, num fim de semana. Foram ao cinema. Depois do filme, sentaram e ficaram conversando sobre a semana. Trabalho, faculdade, amigos, coisas importantes a se fazer.... O papo estava bom. A companhia não poderia ser melhor, mais agradável para ambos.
  - Ah, preciso te contar uma coisa. - Disse, ansiosa, Rebeca - Contar e te convidar. O pessoal da faculdade vai fazer uma festa no próximo fim de semana. Eu gostaria de ir, mas gostaria, também, que fosse comigo.
  Gustavo ficou um tanto surpreso até. Olhou ao redor, mas sem focar em nada. Pensando no que acabara de ouvir. Respirou fundo, suspirou e aceitou, de bom grado, o convite.

  Já na outra semana, Gus se apronta impecavelmente. Uma camisa e uma calça pretas, um sapato também preto, cabelo arrumado e exalando o seu perfume tão adorado para ele quanto pela sua amada. Olhou o relógio em seu pulso esquerdo e via que marcavam poucos minutos para as 19 horas. Se olhando no espelho, sorriu e disse para si mesmo em voz alta, como se conversasse com a figura que estava pousada em sua frente. - Está bonito.
  Pegou as chaves e partiu ao encontro de Rebeca. Estacionou o carro bem em frente à porta, desceu e, bem no momento de bater à porta, congelou. Preferiu gastar poucos segundos imaginando a sua imagem. Ela descendo as escadas com algum vestido, talvez um azul, deixando seus braços de fora à mercê do vento, assim como as suas costas. Cabelo preso e uma maquiagem simples, apenas para saciar a sua vaidade. Tocou, por fim, a campainha, não demorando muito para ser atendida.
  - Olá, Gus! Vamos, entre! Fique à vontade. Daqui a alguns minutos ela desce, já está terminando de se arrumar. - Juliana fora simpática à sua chegada. Sentou no sofá, apoiou seu tornozelo esquerdo no joelho da outra perna e esperou pacientemente pela jovem que viera buscar.
  O som da maçaneta acusou a chegada de Rebeca. Gustavo se levantou e olhou pronta e ansiosamente para a escada que viria ela descer. Cabelos soltos caindo apenas pelo ombro direito, maquiagem simples, um vestido que era segurado apenas pelo ombro esquerdo, que descia-lhe o busto e terminava na altura dos joelhos. Um vestido vermelho belíssimo que deixou boquiaberto o rapaz. O som do salto na madeira da escada ritmava a sua descida. Sua mão pousada delicadamente no corrimão mostrava a sutileza e a elegância que trouxera contigo.
  Ela se aproximou dele e disse - Vamos?
  Com a boca semiaberta com um sorriso de canto de boca, ele respondeu:
  - Você está.... LINDA!!!
  Ela abaixou a cabeça timidamente, sorrindo por trás das mechas de cabelo sobre seu rosto. Eles foram, por fim, ao carro. Antes de entrar, quando ele abriu a porta para ela, Rebeca o abraçou de olhos fechados, apoiando a cabeça no peito dele, e sorrindo ela disse - Eu tenho muita sorte de ter você. Obrigada. Você está muito lindo também.
  Ele sorriu e partiram para a festa.

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